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Penelope City



Abstração

Hoje uma amiga enviou-me, por e-mail, esta obra de Pollock...

Nunca fui muito com a cara de obras abstratas, mas essa tocou-me... Esse emaranhado de "pessoas", crianças, mulheres, homens... essa confusão...

Uau! Vou começar a olhar para o caos com olhos diferentes...



Escrito por Penelope às 09h16
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Bichinhos...

Outro dia li um texto que falava sobre a capacidade de uma certa espécie de formiga de se reproduzir utilizando duas células suas, ou seja, ela consegue gerar um clone de si mesma. A formiga-bebê tem a mesma carga genética...

Hoje estava lendo um outro texto que falava sobre a minhoca. No texto dizia que, apesar de a minhoca ser hermafrodita, ela precisa de um outro minhoca (sim, elas só trocam as partes masculinas) para poder gerar seus filhinhos...

Sendo assim, concluí, as minhocas não tem a capacidade de gerar um clone, como as formigas super poderosas citadas acima... Engraçado, que isso nunca tinha sido uma dúvida para mim. Desde que aprendi que a minhoca tinha os dois "gametas", sempre acreditei que ela não precisava de ninguém...

Snif... mais um ídolo que se vai...



Escrito por Penelope às 09h59
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Prometi... cumpri-lo-ei...

Pois é... para desespero dos poetas e poetisas, segue a minha poesia adolescente...

[Sem título]

Na rua escura
andava, tremia,
corria, suava,
fugia.
Na rua escura
andava, seguia,
corria, sangrava,
fugia.
Na rua escura
tudo isso acontecia.

P.S.: Por favor, não dêem suas opiniões!



Escrito por Penelope às 07h29
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Coisas à toa...

Algumas coisas na vida são definitivamente difíceis de lidar... E outras talvez eu não saiba como fazê-lo...
O fato é que cada dia mais eu me complico em determinadas áreas e, de um jeito tão bem complicado, que a coisa vai pegando corpo, tomando forma, até que um dia fatalmente ela virá para cima de mim e eu só olharei e direi: "sim, sou toda sua, ó doce confusão..."

Pôxa... essa ficou digna de se enviar para o Livro da Tribo... Risos...
Aproveitando esse santo apocalíptico-poético que baixou por aqui, amanhã transcreverei uma poesia que encontrei numa agenda de 1997. Sim, senhoras e senhores, aos 16 anos fiz uma poesia! Fato raro... Em toda a minha vida lembro-me de ter escrito três poesias. Uma aos 10, que não merece reprodução, uma aos 16 e outra aos 18, que não lembro onde escrevi. Quem sabe aos 80 eu não tenha poesias o suficiente para lançar um livrinho e tentar vendê-lo na fila do Espaço Unibanco?



Escrito por Penelope às 07h49
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No mercado...

Eu simplesmente não suporto fazer compras... (aquelas mesmas, as de mercado!)

Ontem, sem que eu pudesse dizer que não queria, lá estava eu... carrinho e listinha nas mãos.

Tirando o fato de que ninguém naquele mercado sabe dirigir seu carrinho corretamente (juro! Vou montar um curso por correspondência), que outros tantos casais se confundiam e acreditavam estar num shopping, que algumas senhoras foram acompanhadas de todos os netos e os pestinhas ficavam brincando onde não deviam (quase atropelei quatro...), até que tudo tinha se passado bem e lá estava eu, a quase meia-hora na fila (depois é que descobri que a caixa estava em treinamento...) quando veio um menininho pedir para eu pagar duas coisinhas para ele (confesso: não tão essenciais, como chocolate em pó e danone, por exemplo). Recusei. Passou cinco minutos, mais uma menininha... novamente, recusei... Olhei à minha volta e vi, pelo menos, quatro crianças pedindo para as pessoas pagarem as coisas para elas...

Ah, se eu soubesse onde estavam os adultos responsáveis... ah, se eu soubesse!



Escrito por Penelope às 07h09
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