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Penelope City Camaleonando Hoje dei uma fugidinha do serviço para entregar uns documentos para começar num outro serviço semana que vem. (Só de falar nisso me dá um frio na barriga!) Precisei pegar o metrô da Praça da Sé a Sumaré. Fiquei lá... com o meu frio na barriga, observando as pessoas entrando, saindo, sentando... É interessantíssimo o número de pessoas diferentes que encontramos no metrô. O mais interessante é que dá até para separar as que são da linha vermelha sentido leste, as do sentido oeste, as da linha azul, as da verde... Parece que conforme vai passando o tempo e todos os dias você pega o mesmo metrô, no mesmo horário, você vai se parecendo com as pessoas a sua volta. Acho que todos nós, um dia, muito antes de a evolução chegar aos primatas, fomos parentes dos camaleões. Só pode ser isso! Afinal, não temos apenas essa "adaptação". Temos tantas outras e tão bem feitas que até o próprio camaleão morre de inveja! Por exemplo: você já sabe a novidade que a sua amiga vem trazendo, mas ela vem tão animadinha, toda saltitante, você não poderia dizer que já sabe. Então lança a sua versão atualizada da amiga-perfeita 3.0 e solta um estrondoso e tão emocionante "jura?" que até o detector de mentira falharia! Há casos mais aperfeiçoados, como o de uma pessoa que conheço. Agora ela está gostando de futebol, pois o companheiro é da área, mas já gostou de forró, de carros, de livros... Acho que essa é a espécie mais camaleonada existente. Sem falar nos vendedores. Como eles camaleoam! "Ah, querida, você fica linda de amarelo, realça esse brilho do seu olhar (...) O verde ficou ótimo para você, já te disseram que você fica linda de verde? (...) Adoro vermelho, acho que fica bem com tudo e em você, então, ficou maravilhoso. Ora, por que você não leva as três?" Pois é... acho que no metrô o processo é um pouco diferente. As pessoas não têm consciência da camaleonagem que estão fazendo. É involuntário. Elas começam a fazer os mesmos gestos, a usar roupas parecidas e a conversar da mesma forma. É claro que isso ocorre mais com as pessoas das estações finais, que têm maior convivência com seus "colegas" de metrô. Como eu desço logo, acho que estou camaleonando devagar. Mas... será que um dia seremos todos iguais? A moda já prega isso, mas existirá algo tão forte e inconsciente a ponto de não notarmos as diferenças para as realçarmos? Bom... até outro dia, antes que eu fique neurótica com essa história! Escrito por Penelope às 19h52 [ ] [ envie esta mensagem ] Barulhinhos... Mesmo na maior correria, tive de dar uma passadinha por aqui. Preciso registrar um acontecimento (diário, é verdade, mas acontece!): como essa cidade é barulhenta entre 18h e 19h!! Trabalho na Liberdade, pertinho de Catedral da Sé -- que por sinal nunca visitei (que vergonha!!) -- e aqui faz muito barulho entre esses horários. Sei lá o que acontece, mas sei que é sirene de tudo quanto é coisa (acho que todo mundo resolve pôr fogo na casa ou passar mal na mesma hora...), buzina, carro, ônibus, moto. Só não tem caminhão que é proibido. Fora os videokês nas alturas, os gritos nas ruas, os helicópteros de um lado para o outro querendo captar os maiores (e por que não, melhores?) congestionamentos... Ufa! Que stress! E eu aqui... "Pagando" horas... Com a janela trancada (pois dá para a 23 de maio)... Na maior calmaria... téc-téc de teclado, conversas baixas... Isso é que é vida! Beijocas! P.S.: Só para lembrar os desavisados, sou paulistaníssima e não viveria sem esses barulhinhos doces... Sem a poluiçãozinha básica... Sem o empurra-empurra do metrô às 7h30 da manhã... Hehehehe Escrito por Penelope às 18h19 [ ] [ envie esta mensagem ] A primeira vez em um blog... Cá estou... mania na net, mania em São Paulo, mania entre meus amigos: blog! É, não tive escolha... Ou eu fazia, ou eu fazia! Espero que consiga escrever sempre e, sobretudo, que este meu "bloguezinho" receba muitas e muitas visitas! É claro que não vou fazer como algumas pessoas que conheço: "Meu, preciso te contar o que aconteceu! Ah, faz o seguinte: como estou sem tempo agora, dá uma passadinha no meu blog para ficar inteirada"... Hã-hã, sei... Isso é coisa de paulistano, mesmo, né? Evitar contato, se ocupar demais, viver no mundo virtual... falar "meu" todo início de frase. Mesmo essa pessoa tendo de usar "minha", pela auditora dela se tratar de "una muchacha"... (risos) Falo isso, mas tenho as mesmas manias. "Meu" é uma delas. Amigos virtuais é outra! Sou conhecida, entre os mais íntimos, como Penosa Virtual. Vê se pode! Dá pra contar nos dedos (da torcida do Corinthians) as pessoas que conheci... E olha que valeu a pena! Afinal, se até Pessoa pensava assim, por que eu, uma pobra escritora de blog não posso pensar também? Seguindo passos de grandes "Pessoas!". Por hoje é só! Escrito por Penelope às 19h59 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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